Capítulo

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Eu, o cinéfilo.

Estava tentando ganhar fama com minha arte de fazer bonecos de vodu artesanais, até descobrir através das vozes de Zozo e Minoson em minha cabeça, que um desenhista frustrado que mora no mesmo condomínio que eu, em um prédio em frente, fez um pacto com o diabo a fim de obter fama e fortuna com sua arte.

Fiquei um pouco desconfiado, apesar das vozes nunca mentirem, princxipalmente pelo fato de que o cinema não tem fronteiras nem limites, por ser um fluxo constante de sonho. Então consultei meu mini-tabuleiro ouija, que nada mais é do que um pedaço de um tabuleiro queimado que eu achei no lixo de uma rua perto de casa, cortei as partes queimadas até sobrar um pedaço retangular do tamanho de um smartphone. Depois lixei bem até deixar os dois lados lisos e com um estilete, fui refazendo o mesmo, gravando o sol, a lua, o alfabeto e tudo o que ele tinha antes.

O indicador eu fiz com uma lente de contato, colocado dentro de um pedaço de madeira triangular, que eu fiz com os restos da madeira do tabuleiro queimado. Como eu não sabia jogar, comecei jogando sozinho e aos poucos fui recebendo a visita de Zozo e Minoson, que acabaram me convencendo a ser quem eu sou hoje, sempre me dizendo o que devo fazer e quem devo matar, para que o mundo se torne um lugar melhor e mais digno.

E foi justamente eles que me avisaram sobre o pacto que o cara que mora logo ali fez com Satã, que apareceu pessoalmente após um ritual, disse que ele deveria misturar o próprio sangue nas tintas e criar qualquer desenho animado que desejasse, que teria sucesso e seria milionário. Consultei meu tabuleirinho de estimação e realmente tinha sido isso mesmo.

Olhei pela janela do meu apartamento e vi Satã apontando para mim, depois para ele e passando o dedo na garganta em sinal de corte, dando ordens para mim, para que eu acabasse com a vida daquele homem. Zozo e Minoson ficaram botando pilha, dizendo que uma ordem direta de Satã não podia ser desobedecida. E naquela situação, o que importava não era a realidade, mas o que dela eu podia extrair da minha imaginação.

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