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A ERVA DANINHA

Todos os dias, na cidade que trabalhava, Narciso cruzava com aquela, cujo coração palpitava aceleradamente, os hormônios entravam em ebulição e o mesmo julgava ser a mulher da sua vida. Mas a timidez de se declarar era tanta, que ficava calado, perdendo todas as oportunidades de revelar-lhe seus mais profundos sentimentos. E sua timidez só alimentava ainda mais o platonismo que sentia por ela.

E quem era ela? Uma bela e jovem ruiva de cabelos longos, vendedora de bonsais, chamada Beladona, cuja lojinha ficava há apenas alguns metros do escritório, onde Narciso era advogado. Beladona tinha traços europeus, curvas de mulher negra, pele branca e estava sempre perfumada por belas essências, sendo sempre comparada a uma verdadeira flor, pelos demais homens do local, quando passava por eles.

Numa bela tarde de outono, ao sair do trabalho mais tarde do que o horário habitual, Narciso avistou Beladona de braços dados com outro homem, que lançava nela um olhar de paixão e desejo. Beijos eram impossíveis de não serem vistos entre o casal. Ora ele beijando-a, ora ela arrancando-os dos lábios do seu amado.

Transtornado pela paixão, Narciso resolve, de maneira poética, matar Beladona assim que ele chegar em sua loja no outro dia, escrevendo a mais bela carta de amor para ser lida por todas as pessoas do mundo e depois tomando veneno. Mas por ironia do destino, enquanto passava pela ponte do rio que atravessava a sua cidade, deu de cara com sua amada.

Tomado por uma fúria incontrolável, Narciso foi em cima de Beladona, para lhe ceifar a vida da maneira mais cruel possível: estrangulando-a e a jogando da ponte. Mas assim que foi até ela, a mesma desviou de sua investida, retirou uma faca de dentro de sua bolsa e golpeou Narciso seis vezes no abdômen. O jovem, cambaleante, ainda foi atingido por um veículo, vindo a cair de uma altura de um prédio de sete andares, dentro d’água, de maneira abrupta.

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