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Capítulo 14

            Fausto sentou-se no fundo da cela e retirou o bilhete do bolso. Abriu-o novamente e leu mais uma vez: "Mudança: sexta-feira às 2 da manhã. Cela 23 (solitária) na ala do Caldeirão do Capeta.”

            Sua cabeça estava confusa com essas informações. Ele achava que o bilhete estava escrito corretamente demais, com dois pontos, parênteses e ponto final no lugar certo. Analisando o bilhete, Fausto chegou à conclusão de que alguém letrado e inteligente o havia escrito; devia ser alguém influente do mundo do crime. É por isso que  ele viu  os agentes penitenciários envolvidos nas conversas e com o tal bilhete. Como isso era possível? Talvez os policiais estivessem com o “rabo preso” com algum detento ou, simplesmente, queriam queimar algum arquivo ali dentro. Poderia ser também que os braços do crime estivessem contaminando os policiais ali, dentro daquela penitenciária. Eram tantas dúvidas que Fausto inventou um monte de situações possíveis e impossíve

            O que deixava Fausto mais confuso era o fato dessas coisas estarem acontecendo justamente com ele. E agora ele não teria pra onde correr e teria que encarar sua doença até o fim. Mesmo que isso fosse lhe fazer correr risco de vida,  a doença era incontrolável e ele sabia disso.

            Num determinado momento do dia, Fausto começou a achar que o arquivo a ser apagado poderia ser ele mesmo, mas logo depois mandou esse pensamento embora, pois ele não sabia nada contra ninguém e nem tinha ligação alguma com crime organizado ou coisas assim.

            Ao passar do dia, seus "amigos" de cela foram ficando tensos e ninguém conversava com ninguém. Hector e Berinjelo, depois de andarem em círculos durante toda a manhã, resolveram dormir durante a tarde.  Ferrugem sentou-se estaticamente ao pé da grade de entrada e ali permaneceu mudo, olhando para o vazio, como se estivesse encarando a cara da morte; só saía do seu transe quando o guarda do turno passava, o que acontecia exatamente de meia em meia hora. Em todas as voltas dos guardas, Ferrugem levantava e colocando o rosto no vão da grade perguntava:

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