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Capítulo 9

            Fausto estava sentado no canto da cela almoçando arroz com feijão porque hoje teve de dar sua mistura ao Ferrugem.

            Os detentos de sua cela já o tratavam com algum princípio de amizade, mas sempre lhe deixando claro que ele era o mais novo, e que, nesta condição tinha que se submeter à vontade dos mais antigos.

            Hector, o mais velho, portanto o comandante, não aceitava um “não” como resposta nem que lhe contestasse alguma ordem. Outro dia, ele fez Fausto lavar toda a cela, três vezes seguidas porque não havia gostado do resultado das primeiras lavagens.

            Beringelo, o mais folgado dos três, fazia com que Fausto desse de três a quatro descargas por dia e arrumasse sua cama de manhã e depois do cochilo da tarde. Ferrugem, apesar de ser um rapaz muito magro, vivia com fome e comia metade do almoço e do jantar de Fausto todos os dias. Fausto desconfiava que alguém no banho de sol estivesse passando-lhe maconha, porque quando voltava do pátio, Ferrugem estava sempre faminto e com os olhos vermelhos e esbugalhados.

            Mesmo no fundo da cela, almoçando, Fausto viu quando um dos agentes penitenciários chamou Hector pra perto das grades e passou-lhe um pedacinho de papel. Hector leu o bilhete e guardou-o no bolso. Depois, olhando para Fausto de rabo de olho, cochichou alguma coisa para o agente.

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