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Capítulo 6

            Fazia vinte minutos que Alberto esperava Teixeira na porta do IML. Acabando com o quinto cigarro e com sua paciência, ele agradeceu a Deus quando viu o velho Ômega preto do parceiro virando a esquina cantando pneus e com o som altíssimo tocando "Ah, se eu te pego".

            - Puxa vida, Teixeira, - reclamou Alberto abrindo os braços - achei que você não chegava hoje!

            - Ah, tá! De certo, eu tenho uma máquina de teletransporte que me manda lá da zona sul da cidade até aqui, na Zona Norte, assim, num piscar de olhos, né, seu porra!  Respondeu o amigo fazendo cara de mal e abanando a fumaça que Alberto fabricava com seu cigarro.

            - Pra falar a verdade, nem carro você tem - continuou Alberto apontando pro Ômega do amigo - porque essa “banheira” aí é velha pra caramba! Eu já te falei que isso aí parece carro de bandido, né?

            - Já falou mil vezes, mamãe! - Respondeu Teixeira fazendo cara de criança quando fica emburrada. - Mas meu Ômega não tá nada de velho, não, senhor! Ele pode ser antigo, mas ele é inteiro e lindo: impecável na pintura, na funilaria e, principalmente, no motor. Então, seu fedido, fumante do cacete, hálito de jiboia, não venha falar mal do meu carro, não, porque é ele que carrega a gente por aí e nunca deixou a gente na mão!

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