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Capítulo 5

 

            O agente penitenciário encaminhou Fausto até sua cela. Durante a caminhada, deu pra perceber que aquela era uma penitenciária antiga. As paredes eram pintadas de branco, mas parecia que há muito tempo não ganhavam uma nova demão de tinta. As teias de aranha e as rachaduras na parede desenhavam coisas que, com o passar do tempo, iam ganhando vida para aqueles detentos que ficavam o dia todo olhando pra isso. O piso era cimentado liso e, em frente a cada cela, havia um banco também de cimento fixado no chão. As celas eram um pouco escuras, na verdade, toda a penitenciária era um pouco escura, dava pra ver que muitas das lâmpadas penduradas em bocais no teto estavam queimadas. As grades um dia também foram brancas, mas agora só alguns resquícios de tinta resistiam ao tempo e aos detentos que, sem nada pra fazer, acabavam arrumando uma forma de vandalizar s

            Basicamente, a penitenciária era formada por dois grandes corredores cercados de celas. Os corredores ao final desembocavam num hall, que dava saída para um pátio cercado de muros e telas, que era onde os detentos da ala dos moderados tomavam seu banho de sol todos os dias. No final do pátio, havia um muro que separava essa ala mais tranquila, da outra, que era dos presos com alta periculosidade. Nesse muro, havia uma guarita fechada pelos dois lados com portas de aço reforçadas. Um preso, quando era transferido de uma ala pra outra, entrava na guarita, e a porta do lado de cá era trancada, depois, uma fechadura elétrica destrancava a porta do lado de lá. Quando o detento passava, ele tinha que encostar a porta, que se fechava automaticamente. 

            Os detentos mais perigosos chamavam o seu lado de “caldeirão do capeta”, e quando alguém passava para esse “caldeirão”, dependendo do tipo de crime que havia cometido, era julgado e, às vezes, até morto. Se fosse estuprador, primeiro ele iria ser “mulherzinha” de todos os detentos, começando pelos mais velhos até os mais novatos. Se aguentasse as curras e alguém se engraçasse com ele, talvez os mais velhos o deixasse viver. 

            Fausto era muito esperado ali, porque já fazia algum tempo que um caso de estupro seguido de morte não tinha tanta repercussão na mídia. Certamente se Fausto caísse nas garras dos detentos, seria como jogar lasanha aos porcos, e todos os porcos dali estavam famintos.

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