Capítulo

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Prólogo

No prelúdio dos tempos uma única entidade vagava sozinha e desmotivada pelo infinito sem nome. Percebendo sua onipotência e soberania absoluta sobre quase tudo, resolveu criar o universo para povoar o vazio e acabar com a solidão obscura que o oprimia naqueles tempos. Assim, a entidade se denominou Deus e deu iniciou ao processo de criação do mundo que conhecemos hoje, dividindo o processo em dias.

No começo, o criador encontrou dificuldades; não conhecia bem a extensão de seu verdadeiro poder e cometeu um pequeno erro. No primeiro dia, além de começar a conceituar espaço e tempo, ele decidiu criar luz e sombras, onde uma reinaria de dia e a outra durante a noite, mas, ao fazer isso, permitiu que poderosas entidades ganhassem consciência e nascessem das trevas, afim de ajudá-lo na confecção do mundo. Contudo, os primeiros habitantes desse novo mundo não se mostraram nem um pouco inclinados a participar dos planos do criador e se rebelaram contra o mesmo, usurpando o reino da noite para si. Então, para ajudá-lo a pôr um fim nas entidades obscuras indesejadas, deus criou, das fagulhas da luz, os primeiros seres a quem ele se referiu como filhos, os magníficos arcanjos. Poderosos e inteligentes como o próprio criador, os nove a

A terra que deus começou a criar no primeiro dia, era pouco formosa e totalmente coberta de água, então ele ordenou para que as águas se dividissem em duas: uma das metades ficaria no alto e a outra afundaria na terra, decretou ele. Por fim, para terminar o segundo dia, deslocou o céu para cima de todas as águas, a fim de ter uma visão melhor de sua obra.

Já no terceiro dia, deus juntou as águas para dar espaço à terra seca e com ela vieram as árvores, a grama e todas as plantas. No quarto, criou os astros e as estrelas e decretou que seus filhos arcanjos reinariam sobre eles, cada um como príncipe de um coro diferente. No quinto deu início à criação dos animais. Começou com peixes e repteis, e mais tarde, já no sexto dia, acrescentou aves, mamíferos, etc. Por último vieram os rascunhos do homem, criatura que o próprio deus se referiu como obra-prima. No sétimo e último dia deus descansou por um longo período, deixando o universo sob os cuidados dos anjos. Outro erro do criador. Os anjos governaram o universo sabiamente nos primeiros anos que se seguiram após seu repouso, mas sua ausência fez com que a popularidade e influência de um deles ficasse

Desde seu nascimento, Lúcifer sempre esteve muito próximo do criador, e era seu principal conselheiro nos assuntos da criação. Foi o primeiro a ver a planta da obra divina, ajudando a aperfeiçoá-la e administrá-la com sabedoria. Era um fato inegável que deus amava muito seu filho e esse sentimento parecia ser bastante recíproco, até que um excesso de desejo corrompeu o arcanjo da luz. Não se sabe ao certo o que levou Lúcifer a fazer o que fez; o que a maioria dos celestiais acredita é que ele ficou enojado quando seu pai revelou que pretendia dar aquele maravilhoso universo para os homens, que segundo Lúcifer não passavam de criaturas de barro. Outros afirmam que a maldade começou a pairar sobre sua aureola muito antes da criação dos homens, que havia sido influenciado pela rebeldia de seus ancestrais sombrios prim

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