Fic Adolescente
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Capítulo 22 - Nossas dores

Eu nunca fui em um cemitério antes, nem mesmo quando meus avós paternos morreram há alguns anos.

Meu pai disse que eu era muito nova para ir num lugar como aquele, entretanto, agora, eu sinto a necessidade de ter ido. Eu queria ter ido no enterro dos meus avós, queria fazer parte da divisão de sentimentos quando tudo aconteceu. Queria estar ao lado do meu pai naquele momento, para ao menos tentar confortá-lo de alguma forma. Aquilo, a morte dos meus avós, não iria deixar de acontecer, mas pelo menos a dor poderia ser contida, ser repartida.

Notar que minha tia está chorando, quietinha no banco da frente o carro, no caminho para o cemitério, mostra-me o quanto seria importante para minha ligação com meus pais eu ter ido, ao menos uma vez, visitar o túmulo dos meus avós.

Mesmo sendo um pouco atrapalhada pelo cinto de segurança, passo meus braços pelo lateral do banco e abraço de qualquer forma minha tia. Eu não tenho o que dizer à ela. Perder um filho quando se está prestes a tomá-lo nos braços deve ser uma das coisas mais complicadas na vida de qualquer mãe, ainda mais jovem. Não consigo nem imaginar como meus tios se sentiram ou como se sentem agora.

Tudo que eu quero agora é quebrar esse clima meio tempestuoso que se instalou aqui. Se Luís estivesse aqui agora... ele é um crack nessas coisas.

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