LGBT
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1. Eu, Kadu

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência começa por volta dos 10 anos e termina aos 19, e durante esse intervalo, tanto o corpo como as ideias, se transformam e a necessidade de construir uma identidade acaba gerando enfrentamentos psicológicos, ah, e tudo isso ao mesmo tempo, proporcionando uma aventura recheada de emoções à flor da pele, nos levando a acreditar que esse rito de passagem nada mais que é uma antessala para o fim do mundo, onde ninguém nos compreende e nem mesmo nós nos compreendemos. A propósito, sou Kadu. Na verdade Carlos Eduardo Saldanha Junior e tenho 17 anos.

Sobre mim... Bem, talvez seja melhor começar pela minha família. O que os doces são para um diabético e a água é para o fogo, minha mãe e meu pai são um para o outro. Nunca encontrei qualquer sinal de compatibilidade entre eles.

Meu pai, doutor Carlos Eduardo Saldanha, é um célebre cardiologista, dono de uma rede de clínicas especializadas na área em que atua, e cuja reputação incontestável inspira referências não só no Rio de Janeiro, mas também em quase todo território nacional. Seu comportamento ponderado e sem extravagâncias, somados à sua eterna disponibilidade, o tornou, aos olhos de todos os outros na sua profissão, um exemplar genuíno de ser humano no que diz respeito ao próximo, contudo vale ressaltar que se esse próximo fizer parte do seu seio familiar, não irá receber muita (ou quase nenhuma) atenção de sua parte, afinal, ter uma agenda profissional tão apertada como a sua, que o faz chegar a casa quando todos estão deitados, e sair antes que se levantem, ou que o leve a uma constante rotina na ponte a&ea

Em contrapartida, minha mãe, Marcela Albuquerque de Araújo Saldanha, herdeira de um dos maiores produtores de papel e celulose do país e também de um império no ramo hoteleiro, é tida como uma das mais extrovertidas e irreverentes socialites cariocas, colecionando amigos influentes, sapatos com saltos altíssimos, e, claro, bolsas, muitas bolsas. Desde a pomposa, elegante e sofisticada Lady Dior a uma Chanel 2.55.

Ah, e como toda diva que se preze, ela também não abre mão de ter o melhor cabeleireiro do Rio de Janeiro ao seu dispor (e isso a qualquer hora do dia ou da noite).

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