Contos da Morte - Alista do Anjo

Terror

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Contos da Morte - Alista do Anjo
9° círculo - Esfera Caína

Ela tinha feito um excelente trabalho, todos acreditaram que tinha sido um suicídio. No enterro chorou e abraçou todos que vinham falar com ela, consolou a mãe em desespero, orou com o padre e depois com o pastor com o mesmo fervor valso e para fechar se atirou no chão quando o caixão foi baixado na terra úmida e fria, mas tomando cuidado para não sujar o vestido preto novo.

O almoço foi silencioso e choroso, nenhum dos presentes a mesa estava preparado para o que aconteceu, perder alguém dessa forma tão trágica e repentina. Ela nunca tinha dado nenhum sinal de ser suicida, algo deve ter lhes escapado e realmente escapou. O viúvo sentou no sofá com o pequeno bebe em seus braços, ainda em choque, pois foi ele quem a encontrou. Ela foi sentar ao seu lado, tão boa é, para consola-lo em seu luto, mas foi rejeitada. O pobre viúvo não queria ninguém o tocando ou consolando, tinha de ser forte por seu filho, agora mais do que nunca. Foi para o quintal e pensou em todos os dias que passou com sua doce esposa, sempre sorrindo e estava tão feliz com a maternidade como nunca viu em nenhuma outra mulher.

Observando de dentro de casa, com os braços cruzados e batendo o pé impaciente. Ele precisava de espaço agora, ela até entendia, mas não poderia evita-la para sempre. Seria paciente, como tem sido desde que o conheceu como o namorado de sua irmã mais nova. Deveria ser ela a se casar com ele e ter seu filho, não aquela menina boba e ingênua. Sempre sonhando acordada e ganhando tudo de bandeja, nunca teve de lutar, sempre teve tudo em suas mãos, trabalho, amor e na primeira tentativa engravidou. Não é justo. Ou é? Essa menina sonhadora também foi muito religiosa e devotada a igreja, ajudava os mais humildes como podia, amava e cuidava do marido com todo o seu coração. Eles tinham seus desentendimentos, mas ela era sábia e sempre conseguia que tudo voltasse a ficar bem.

Os dias passaram e ela estava decidida a se aproximar dele, o seu cunhado viúvo. Sua mãe o ajudava a cuidar do bebe enquanto trabalhava e ela se convidou para ajudar também, mas ele ainda sim não a via como uma mulher, mas como a irmã de sua falecida esposa. Ela estava ficando cansada dessa situação, não tinha tido tanto trabalho a troco de nada, ela o queria a qualquer custo.

Algumas semanas após enterrar sua esposa o viúvo agora enterrava seu pequeno e amado filho. O pobre anjinho morreu engasgado durante a noite em seu berço. Será mesmo? Outro vestido novo, outro enterro, mais dor e sofrimento para toda a família, ou quase toda. Dessa vez ele estava sentado sozinho no sofá olhando através do vidro molhado pela forte chuva, nem notou quando ela sentou ao seu lado e tocou sua perna. Perder a amada esposa e seu filho inocente em tão curto espaço de tempo é devastador para qualquer homem, alguns conseguem seguir em frente por mais doloroso que seja, mas existem aqueles que não são tão fortes.

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