Capítulo

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Capitulo dedicado à: Para todos aqueles que querem uma história. -DearMRBear


No Porto ao Leste

  Quando saí da escola, fui parado por três garotos do primeiro ano, veteranos, que me socaram dizendo: "A culpa é sua dos mares estarem revoltos!". Era a primeira vez que isso me acontecia; eu não sabia o que fazer nem oque dizer. Levava chutes no estômago e socos nas bochechas. Por ser fraco não pude fazer nada, nem mesmo chamar por ajuda. Eu tentei, mas quando disse "Socorro!" Um dos valentões me jogou no chão e ficou em cima de mim, socando meu rosto mais forte.
  Eu pensei que fosse morrer, mas então entendi que essa não era minha hora.
  Um garoto havia chego quando eu iria desmaiar (havia ficado com hemorragia interna, provocada pelos chutes e socos que, literalmente, quase me tiraram a vida) ele era muito alto e musculoso; algo me dizia que era do terceiro ano. Amedrontando facilmente os valentões me levou, rapidamente, ao hospital. O edifício era público e tin

"Caro Lincoln, te ajudei da forma que pude, não consegui mais fazer algo se não passar alguns dias no hospital com você para ver se acordaria do coma. Acho que não deves ter lembrado-se de mim no "calor do memento" e, não sei se recordaria nem se me analisasse de ponta a ponta por todo o tempo do mundo. Mesmo assim, ainda tenho um pouco de esperanças que podes me achar com uma dica que lhe darei: "Lulas ao mar apenas nadam, águas-vivas ao mar apenas dançam; plânctons ao mar apenas vivem."

  Dei um breve suspiro pensativo, imaginando as possibilidades de quem escrevera a carta, quem me salvara da morte. A dica era uma canção que apenas marinheiros cantavam quando iam pescar, um boato dizia que a música atraía peixes e afastava tempestades, ou seja, meu salvador era, de fato, um marinheiro.
  Pensei em todos os marinheiros que conheci, não eram muitos, mas talvez fosse um deles. Veio-me a cabeça apenas um velho amigo de meu falecido pai, Joseph, um idoso desaparecido em alto-mar chamado Herbert e um amigo de infância chamado Lair. As opções eram vagas, por que eu nunca tive uma memória muito boa dos meus tempos de velejo.
  Bateu-me uma breve nostalgia das vezes que velejava com meu pai; costumávamos cantar a cantiga cujo refrão era o mesmo do descrito na carta.
  Eu não conseguia para de pensar na pessoa que me salvara, estava, realmente, lou

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