Aquele Que Espera Nas Sombras

Terror

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Aquele Que Espera Nas Sombras
(Conto)

            Uma escuridão acolhedora; a casa inteira às escuras, apenas as luzes turvas da rua entravam pela janela discretamente, e vez ou outra um clarão de relâmpago iluminava todo o recinto, enquanto a chuva constante tamborilava no telhado.

            Ela não queria ligar as luzes, pois aquelas sombras traziam toda uma atmosfera mais interessante, mais cheia de possibilidades que a crueza da luz. Ou talvez toda essa explicação fosse uma grande besteira, uma desculpa tola para tentar camuflar a realidade do que a atormentava, mas isso não importava. E seu amigo estava tão bonito, emoldurado por aquelas sombras; a pele dele parecia ter um leve brilho próprio realçado pela luz azulada que entrava pela janela. Mas ele era bonito de qualquer jeito, não é mesmo? Sempre fora. Alto e forte, com mãos grandes que sempre lhe apoiaram e lhe transmitiram confiança, um lindo rosto moreno sempre sincero e de emoções claras. Lá estava ele, um fantasma, e tão sólido e real quanto ela, sentado confortavelmente no sofá à sua frente, as longas pernas esticadas, sorrindo, esperando algo tentador. Enquanto ela, Emília, a que sempre fora estranha e de feições desconfiadas, pálida e agora mais magra que nunca, cansada de estar doente, acreditava não poder suprir-lhe as expectativas.

            Ela sim parecia estar morta, e no fundo desejava isso.

            — Você diz não estar pronta, mas está tão triste — ele disse, encarando-a com aqueles grandes olhos verdes.

           — É mais raiva do que tristeza — ela respondeu, mas não olhava mais para ele. — Quando ponho minha vida numa cronologia que talvez possa fazer sentido, sempre falta algo. Eu odeio isso, Máximos. Afinal, como eu cheguei onde estou? Eu não queria dizer (pois é patético dizer) que eu não mereço tudo isso, mas, no fundo, essa é justamente a indignação que sinto agora.

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