Capítulo

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Capítulo 1

 Parecia estranho demais voltar para aquele lugar depois de tanto tempo, a pequena cidadezinha ao sul era responsável pelas piores lembranças da minha vida. Na ultima vez que estivera nesse lugar tinha menos de dez anos, embora a situação que a levaram embora com meu pai naquela época fosse desastrosa. Não que estivesse aqui por minha própria vontade, longe disso, já que minha mãe era quase como uma estranha. Às vezes em momentos esporádicos eu respondia um e-mail ou outro, mas era impossível não se sentir ressentida e com raiva toda vez que lembrava que ela tinha sido o responsável por destruir nossa família. Já que não podia fazer nada a respeito resolvi aproveitar os últimos momentos de sossego que ainda tinha. Coloquei meus fones de ouvido em uma playlist aleatória, quando uma mensagem do meu pai vibrou na tela. “avise-me quando cheg

—Bom de ver de novo Red. Você está muito bonita. — ela disse, com um tom animado na voz. Fracamente eu não gostava de vê-la me chamando por um apelido tão intimo. Eu mal a conhecia, ela perdeu esse direito quando fugiu com o melhor amigo do meu pai e nos deixou para trás. Talvez ela tenha percebido pela minha expressão que eu não gostei muito, porque logo em seguida ela começou a tagarelar sobre como a cidade era ótima, e como a vida no interior fazia bem e tinha certeza que eu amaria aquele lugar.

—Escuta, vamos ser sinceras aqui. Você e eu sabemos que eu não quero está aqui e muito menos saber sobre vida no interior. Então não aja como se soubesse o que eu gosto porque você não sabe. —eu nem tentei esconder o tom amargo na minha voz, talvez eu estivesse agindo como uma garota mimada, mas eu preferi deixar bem claro que não estava interessada naquele lugar, ela murchou como se já esperasse por isso.

 

O resto da viagem foi feita em silencio, eu passei quase o tempo todo olhando pela janela ou olhando nas redes sociais, minhas amigas e eu tínhamos combinado de passar um ano viajando pela Europa já que tínhamos terminado o ensino médio, enquanto elas postavam uma selfie em paris eu estava no lugar que eu mais odiava. Quando o carro entrou em um rancho com letras bem grandes “Bem-vindos á refugio” foi que minha ficha realmente caiu, só pode ser brincadeira, eu praguejei baixinho. Assim que abri a porta do carro e saí minha maré de azar começaram. Meus sapatos se afundaram na lama.

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