Policial-Crime
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Capítulo

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Caso Encerrado

Taloma, 12 de abril de 1979

 

A morena repousava em uma maca velha, de pintura desgastada. Mirava um ponto qualquer do teto com um semblante claro de terror, como se houvesse fantasmas atormentando a sua cabeça de forma ininterrupta e assustadora. Os olhos mantinham-se arregalados, bem como a sua boca entreaberta. O rosto estava marcado por olheiras sobressaltadas, escuras, rodeando os orbes castanhos, confirmando a imagem de louca, desvairada e miserável que aos poucos definhava solitária. Os dedos agarravam o tecido fino da echarpe xadrez que usava, provavelmente levada por algum motivo aquém de seu conhecimento. Ela precisava tirá-la. O acessório parecia queimar a sua pele, ainda que não aparecessem sinais evidentes e seu tom continuasse o pálido da vida que esvaia. Usava os últimos resquícios de força para proferir palavras ininteligíveis, quase de forma inaudível, completamente sem sentido

Ela não conseguia falar alto, mas se lembrava perfeitamente de tudo. Lembrava de todos os eventos que a tinham levado até ali, naquele momento de dor e angústia. Ou seria apenas um denaveio, uma fantasia criada pela sua mente? Mas isso seria impossível de descobrir, uma vez que sua memória permanecia envolta em uma nuvem negra. A privação de fala a angustiava, a mão imaginária apertava-lhe a garganta, e tudo o que ela queria era afastar-se em desespero. A jovem e bonita médica ao seu lado a observava atenta, porém desesperançosa e com certo grau de pena.

"Mais uma pobre criatura que chegava ao fim de sua jornada miserável e patética na Terra. Senhor, que sua a passagem seja tranqüila e que ela tenha um bom descanso. Amém."

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