Contos da Morte - Alista do Anjo

Terror

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Contos da Morte - Alista do Anjo
Vestíbulo do Inferno

Ele sempre ficava de fora das grandes decisões, sempre com medo de ser odiado por tomar partido de alguém ou dar sua opinião sobre algum assunto debatido com fervor pelos outros ao seu redor. O famoso “e se” sempre rondando em sua cabeça, pesando cada decisão e vendo que é melhor não decidir, não opinar.

Quando voltava do trabalho para casa, mexendo em seu celular de forma distraída, viu uma jovem ser abordada por dois homens, ambos falavam alto e de forma arrastada, tocavam os cabelos da jovem assustada e acuada em um canto. Os bêbados não paravam com as brincadeiras e os toques, mesmo quando a jovem implorou que a deixassem ir. Ele olhou aquela cena e sentiu pena da pobre jovem, assustada e já começando a chorar. Mas o que ele sozinho poderia fazer? Eram dois homens fortes, mesmo bêbados estavam em maior numero e eram fortes. Poderia chamar a policia, mas ai teria de ficar ali até que chegassem e tinha de ir para casa, pois amanhã teria uma importante reunião do seu setor. Abaixou a cabeça e continuou seu caminho, atrás dele o som do choro e dos gritos da jovem aumentaram, mas ele nada poderia fazer para ajudar. Não é?

Em casa as crianças ainda estavam acordadas, correndo e pulando e quando o viram foram correndo para abraços e beijos. A esposa olha através da abertura da cozinha, com o telefone no ouvido sorridente, mas o sorriso some ao ver o marido. O casamento não anda bem desde que ela lhe pediu para que a mãe dela, já em idade muito avançada e doente, viesse morar com eles. Ficou de dar a resposta a meses atrás, mas até agora não lhe dera nenhuma. Dizia ser uma decisão muito importante pois mexeria com toda a dinâmica da família.

Era domingo, sua esposa já estava de pé arrumando as crianças para irem todos juntos a igreja, mas ele não iria. Domingo era o único dia que tinha para descansar e a reunião no trabalho não foi das melhores. Foi decidido que algumas pessoas seriam demitidas, pois a empresa não ia bem. A esposa o chamou uma, duas, três, quatro vezes. Mas ele não lhe deu atenção, apenas continuou vendo televisão. Triste com a atitude do marido a esposa desistiu e com seus filhos foi para a igreja.

A esposa ligara e disse que iria ver a mãe, então ele teria de fazer o almoço para si, mas preferiu algo mais prático como um lanche. Pegou seu sanduiche e foi ver o jornal em seu sofá, a notícia de destaque foi o estupro e assassinato de uma jovem por dois homens bêbados. Ele largou seu sanduiche no prato quando viu a foto da jovem, tão diferente. Na foto a jovem sorria e estava abraçada a mãe e um rapaz que disseram ser seu irmão mais novo. Ela sorria e parecia feliz, naquela noite seu rosto estava manchados pelas lágrimas e distorcido pelo medo. Ele rezou, pediu que a alma dessa jovem estivesse em paz e que seus familiares fossem amparados. Não era um homem religioso, mas orou mesmo assim.

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