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Os Sete Híbridos

Kerana se deitou com Tau, o espírito maligno mantinha o corpo do homem vivo, porém profanava cada molécula daquela forma. A mulher engravidou e sua gestação durou apenas 7 dias, o primeiro filho do casal nasceu: Teju Jagua não era nem de longe parecido com os bebês que Kerana havia visto nascer nas aldeias, a criança possuía um corpo pequeno de largado e 7 cabeças de cachorro, no dia do seu nascimento o bosque ao redor do esconderijo de Kerana e Tau foi tomado por árvores que produziam frutos que jorravam mel e nas rochas surgiram pedras preciosas.

Apesar da aparência monstruosa de sua prole, Kerana não se assustou, pois acreditava que Teju Jagua fosse uma criatura mística abençoada pelos Espíritos da Natureza. Tau, por sua vez, sabia o que tinha criado, seu filho era a união das trevas com os humanos, uma criatura Híbrida agraciada com o poder negado aos humanos no inicio da Criação e amaldiçoado com a aparência abissal dos demônios. Teju Jagua seria mais forte que seu próprio pai, pois Tau não podia usar todo o seu poder contido na forma humana, isso levaria o corpo do guerreiro amado por Kerana a desintegração.

O segundo a nascer foi Mboi Tu’i, o corpo da criança era de uma serpente com uma pequena cabeça de papagaio. Mboi emitiu um ensurdecedor grito ao deixar o ventre de Kerana, Tau temendo serem descobertos por Jaci, conhecedora da sua real origem, lançou seu filho no lago próximo a sua morada, para abafar o grito. Flores nasceram ao redor do lago e Mboi nadou graciosamente, cessando o grito, Kerana e Tau observaram que Mboi Tu’i conseguia conversar e controlar os seres aquáticos viventes ali.

Não demorou muito para Kerana gerar seu terceiro filho, Monãi. Assim como seu irmão Mboi Tu’i, Monãi nasceu como uma serpente e conforme crescia dentes afiados surgiam na sua boca reptiliana assim como brotavam da sua testa dois chifres semelhantes a antenas. Monãi conseguia conversar com os pássaros e eles avisavam sempre quando algum humano se aproximava do esconderijo dos seus pais. Monãi então enganava os humanos e os levavam a campos abertos, onde vagavam por dias até conseguirem encontrar o caminho de casa, nem sempre todos possuíam a sorte de retornar. Logo, as histórias de desaparecimentos chegaram aos povos das aldeias, o bosque ao redor do esconderijo de Kerana, Tau e seus filhos começava  a ser visto como amaldiçoado e os humanos proibidos de adentrar naquela parte da terra. Tais lendas também se tornaram de conhecimento dos anjos e eles l

Para a surpresa de Kerana e Tau, o quarto filho do casal, Jaci Jaterê não nasceu como um monstro, possuía a pele tão branca como a Lua e os cabelos finos e loiros. Jaci Jaterê costumava visitar as aldeias, capaz de ficar invisível, induzia os adultos a dormir ao entardecer e brincava com as crianças. Sempre carregava um cajado de madeira dourado, o instrumento místico transforma o riso das crianças em diamantes, que Jaci Jaterê guardava em um lugar secreto no bosque.

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