LGBT
16
4

Capítulo

Publicidade

1. Os portais da escuridão

O ar frio batia em meu rosto, mas nem por isto eu fechava a janela, queria sentir o vento invernal. O cheiro do couro velho misturado á poeira que se escondia no interior daquele táxi fazia-me ter mais vontade de sair. Prédios erguiam-se de acordo o táxi seguia, era tão bom ver aquelas pessoas caminhando pelas ruas de Westford, trazia-me um ar novo, uma experiência nova, libertadora; diferente da minha cidade Natal. Há poucas horas, eu estava no aeroporto, despedindo-me dos meus pais, eles abraçaram-me e disseram que eu devia tomar cuidado aonde fosse, e que Westford não era como Rostawn, eles estavam certos, até agora eu não havia visto nenhum cavalo em meio á rua, sequer cowboys com seus chapéus. Digo e repito aquela cidade não devia ser chamada de "cidade", pois me parecia mais uma fazenda enorme.

Engulo em seco e esfrego minhas mãos, é inverno e a noite passada havia tido uma nevasca daqueles, precisava precaver-me, então trouxe várias roupas quentes para a temporada. Passaram-se vários minutos e nada desse táxi chegar a tal casa, respiro fundo, hesito em perguntar ao motorista... Desisto, pois ele interrompeu-me antes.

– ­ Ainda não chegamos – diz indiferente, como se eu houvesse perguntado várias vezes. Esfrego os olhos e volto a olhar janela afora, tento não pensar como o Sr. Darkness deve ser, não quero criar expectativas para depois vir à frustração, afinal, é isto que acontece.

Enfio minhas mãos dentro do bolso e procuro meu celular, já está perto do anoitecer, não quero chegar tarde e, dar incômodo ao Sr. D, irei chamá-lo assim, pois ainda não sei seu nome. Sem que eu me desse conta, o cenário mudou e agora, ao invés de prédios, carros e pessoas apressadas, a estrada era uma divisória entre, o que poderia ser uma floresta, quer dizer, vários galhos secos cobertos de neve. O sol que, diferente da minha cidade natal, era esbranquiçado e brilhava junto ao céu nublado. Quando ouço o ranger dos pneus, percebo que o táxi parou. Foi impossível não ficar boquiaberto, aquela casa, quer dizer, mansão era enorme, havia uns dois ou três andares, a tinta branco-gelo tomava conta das paredes e havia também uma pequena escada na entrada, um chafariz pouco longe da mansão divid

Subo os degraus que, apesar da neve ter sido retirada á pouco tempo, pude ver novos flocos brancos tomando a madeira escura, chego á porta e olho ao redor em busca de uma campainha, encontro-a ao lado da porta e aperto, outro calafrio sobe pelo meu corpo, e então um pensamento estranho vem a minha cabeça, minha consciência dizia que nada havia, já meu coração dizia para que eu pegasse a primeira passagem de volta. Balanço a cabeça para retirar essas ideias bobas. A maçaneta gira, endireito-me para ser recebido e então, a porta abre-se, uma mulher, que parecia ter idade avançada, esboçou um sorriso triste ao me ver, o desespero tomou conta do meu coração. Eu sentia! Tudo naquele lugar passava um mau pressentimento! Mas a razão impedia que eu entrasse em total loucura.

...

...

...

É preciso estar logado para visualizar o restante do capítulo.

Este conteúdo é protegido pela Lei nº 9.610/98 – a Lei de Direitos Autorais.
Assinar ou apresentar como seu é crime pois viola os direitos de autor.

O acesso a este conteúdo é registrado de acordo com as políticas de uso.

Ir para outro capítulo:

Capítulo comentários

É preciso estar logado para poder comentar. clique aqui para entrar ou fazer o cadastro.

Comentários

Carregar Mais

Livro compartilhar

Olá, você pode compartilhar ou convidar seus amigos, para ler esse livro através do Facebook, Twitter ou Email.