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Capítulo 42: Viúva Negra

Capítulo 42: Viúva Negra

O ponteiro negro do relógio redondo no alto da recepção moveu-se lentamente passando os segundos de um a um. Meu corpo inteiro parecia estilhaçado e eu tentava me manter firme. Um lenço de papel estava na minha mão direita, que de vez em quando eu limpava as lágrimas dos olhos, enquanto a minha mão esquerda estava tomada pela mão grande e quente de Santino, onde de vez em quando, ele depositava os lábios e um beijo suave. Estávamos sentados em um sofá amarelo claro da sala de espera do hospital, aguardando notícias.

Fizeram um Raio-X de todo o meu corpo, eu estava inteira, sem problemas. Tinha tomado um banho e levaram uma muda de roupas bem finas para mim. Eu estava agora de calça social marrom chocolate, blusa cinza e um colete de crochê creme, segurando uma bolsa Prada vermelha, como meus sapatos. Apesar dos meus cabelos estarem lisos, minha mente estava borrada com as imagens traumáticas da tortura que presenciei e um desespero crescente era como um vulcão de asia no meu estômago.

Eu tinha um curativo na testa, um rasgo na boca feito pelo tapa que levei do Sr. Carmine e escondia meu braço por baixo do de Santino para que ninguém visse a gaze cheia de remédios para queimadura. Minha pele levaria aquela marca para sempre. Do meu lado, Santino estava com os cabelos úmidos, penteados para trás, usando jeans, camiseta e uma jaqueta marrom com pele de carneiro nas pontas das mangas e nas golas, que eu achava que era quente demais para a estação. Ele estava pior do que eu, com o corpo entupido de analgésicos, hematomas horrorosos que vi quando estávamos no pronto-socorro e precisou levar seis pontos nas costas, perto do ombro esquerdo, onde um estilhaço do carro que explodiu tinha se prendido. Para completar, ele tinha um corte superficial na bochecha.

Encostei a cabeça em seu ombro, inalando seu perfume característico amadeirado e fresco como limão. Fechei os olhos por um momento e suspirei, sentindo conforto por estar em um lugar claro, com pessoas da família ao nosso redor e cercada de seguranças com a missão de me proteger. Era muito melhor do que o medo, pavor e falta de esperança que eu senti antes.

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