Capítulo

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5 - UMA AJUDA

O garoto estava de bobeira, perdido por uma das ruas, fora do alcance de seus irmãos. Fazia anos que eles tentavam buscar ele, pois não era conivente com o que faziam naquele lugar. Já tinha ajudado algumas das pessoas que adentravam aquela cidade amaldiçoada a escaparem das garras da mãe e eles o buscavam para que o prendessem até que completasse dezoito anos. Porém ele era mais esperto que eles e vivia furtivamente, andando de um lado para o outro e nunca permanecendo no mesmo local por muito tempo.

Não podia sair de lá. Já tentara, mas de alguma forma seus pés não conseguiam se mover além das fronteiras da cidade. Então teve de aceitar que passaria sua vida ali e provavelmente também morreria naquela terra. Mas não sentia-se triste por isso. Lago dos Cedros era um local gostoso de se morar. Ele gostava principalmente de sentar na beirada do grande lago e molhar os pés cheios de calos. Fazia muito calor naquela cidade e a água batendo em sua pele sempre o refrescava. Uma vez quase foi pego por causa de seu descuido com as águas. Deitou-se no chão, com os pés mergulhados nela, e fechou os olhos, curtindo os raios do sol tocarem sua pele, quando ouviu algo estalar atrás dele. Levantou-se com um reflexo estonteante a tempo de ver três de seus irmãos correndo na sua direção. Não perdeu tempo e mergulh

E agora se encontrava ali novamente, tentando ajudar aquela pobre mulher que por culpa de um destino (e se ela fosse cristã, de um Deus), que permitiu que cruzasse o caminho daquele lugar no fim do mundo.

Aproveitou que um dos corpos controlados pela mãe estava ocupado conversando com ela na recepção e subiu as escadas. Sorriu ao ver que a moça tinha deixado a porta aberta. Entrou o mais rápido que pode e se escondeu dentro do guarda-roupas. Assim que ele tivesse a oportunidade, pediria para que ela o seguisse. Tentaria convencê-la que corria perigo, contando de forma rápida e direta sobre os segredos da cidade. Porém ele adormeceu. E seus olhos se abriram novamente quando ela bateu a porta do banheiro.

Saiu de dentro do cubículo escuro e arriscou uma olhada para o lado de fora. Por um momento pensou em deixá-la ali. Seria arriscado demais fugir com um humano quando um bando de crianças estavam atrás dela. Decidiu que se a mulher demorasse a seguir suas ordens, a abandonaria. Então correu até a porta do banheiro pediu para que ela saísse.

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