Capítulo

Publicidade

9 de Abril, 1912

Querido diário, és hoje a minha última noite em terra firme. Acontece que amanhã meus pais e eu vamos embarcar em uma maravilha da modernidade, no maior transatlântico do século XX, bom, o maior até agora, o Titanic. Vamos recomeçar nossas vidas em Nova Iorque, mas o plano original de meu pai era para nos mudarmos para o Brasil, mas minha mãe não tem muio gosto por aquelas terrinhas. Alguma coisa aquela mulher tem contra a América do Sul, mas não sabemos o que é.

Para começar o resumo de meu dia, ele foste um bocadinho cheio. Mamãe resolveu que era hora de gastar o dinheiro que vinha juntando desde o dia em que começou a trabalhar na casa da família Poter. Como meu pai não estava disposto a bater perna pela cidade, como todos os dias de todos os anos, fui de acompanhante para mamãe. Assim que ela entrou em uma loja, eu não fiquei muito tempo a sua espera, pois algo do outro lado da rua chamaste minha atenção, uma livraria. Bem, não foi a livraria que pegou meu olhar, mas sim um gajo inglês muito bonito, um giro que estava a trabalhar por lá.

Eu sei muito bem que tenho de enfrentar os meus demônios, sempre tento quando estou em uma situação assim. Rezo todas as noites como o padre mandou para que esses sentimentos pecaminosos deixem minha cabeça, calças e coração. Só que tem vezes que acabo perdendo a batalha e acabo a espiar certos gajos muito giros que cruzam meu caminho. Desta vez foi algo diferente, acho que cheguei ao limite.

Ao entrar na livraria, logo fui grudar-me a alguns livros, fiquei a fingir que procurava por alguma obra em especial enquanto, sem deixar ser percebido, observava de longe aquele moço. Em algum momento eu devo ter falhado em não ser sorrateiro, pois ao voltar a encarar, depois de uma pequenina pausa, o peguei encarando-me com um pequenino sorriso de canto que quase fez com que molhasse minhas calças. Então ele saiu de trás do balcão onde estava, mas antes fez um sinal com suas mãos, um pedido para acompanhá-lo. Como eu não estava a pensar no momento, o segui sem mais e nem menos.

Perguntei-lhe o nome e deu-me uma resposta sem medo, seu nome era Nathan, um lindo nome. Levou-me para o depósito que ficava nos fundos da loja. Jogou-me contra a parede, ainda sorrindo, aproximou os doces lábios dos meus e consegui sentir o cheiro forte de cafeína que se fazia presente em sua boca. Nos primeiros momentos eu não compreendi muito bem o que estávamos a fazer, nossas bocas demoraram a encontrar um encaixe. Quando acostumei-me com aquilo, ficou muito fácil de ser executado e também muito gostoso. Ainda consigo lembrar-me da maciez de sua boca rosada e do gosto forte de café que tinha.

...

...

...

É preciso estar logado para visualizar o restante do capítulo.

Este conteúdo é protegido pela Lei nº 9.610/98 – a Lei de Direitos Autorais.
Assinar ou apresentar como seu é crime pois viola os direitos de autor.

O acesso a este conteúdo é registrado de acordo com as políticas de uso.

Ir para outro capítulo:

Capítulo comentários

É preciso estar logado para poder comentar. clique aqui para entrar ou fazer o cadastro.

Comentários

Carregar Mais

Livro compartilhar

Olá, você pode compartilhar ou convidar seus amigos, para ler esse livro através do Facebook, Twitter ou Email.