ARACAJU COMO EU CONTO

Suspense-Mistério

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Publicado em

28/05/20

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Finalizado

RESUMO

“Acontecem coisas ali que o simples relator dá a impressão de que o contador de histórias não passa de um mentiroso contumaz, um ser despido de qualquer outro mérito, a não ser o de por embaixo do braço o mais ‘diplomado’ dos pescadores”. Renato Mazze Lucas (1919)

 

É com imenso prazer que inicio minhas palavras sobre Aracaju. Essa capital urbana possui uma característica comum que a iguala à maioria das cidades do interior: aqui sempre existe alguém, que conhece alguém, que conhece alguém que lhe conhece. Ninguém aqui é tão anônimo que consiga fazer tudo às escondidas. E mesmo que faça não demora muito para aquilo o que está oculto vir à tona. E é usando essa forte característica da terra do cacique Serigy, das araras e dos cajueiros, que são a inspiração dessas histórias.

Cada conto faz parte de uma teia invisível que os moradores dessa cidade não conhecem, pois os aracajuanos já nascem presos a ela. E somente aqueles que param para refletir sobre isso percebem esse detalhe. Essa teia é tecida por uma gigantesca aranha que, por mais que procurem ninguém nunca irá encontrar. Essa aranha representa o cotidiano, e é ela quem faz com que essa cidade seja exposta e oculta ao mesmo tempo.

Você vai se deparar com histórias urbanas das mais diversas, que vão desde uma lembrança de um passado difícil, até uma experiência com o fantástico e o sobrenatural. Vai sentar-se à mesa com personagens que vão emocioná-lo (a), chocá-lo (a), farão você pensar junto com eles e até mesmo irá se identificar com eles, descobrindo o que escondem atrás de suas máscaras de pessoas de bem, ao vestir suas peles. Então não estranhe se o coadjuvante de um conto for o protagonista de outro e vice-versa. E eles estarão espalhados nos mais variados e conhecidos bairros da cidade. Alguns municípios do interior sergipano também são citados nas histórias. Mas esses municípios também não passarão de meros coadjuvantes, pois todas as histórias, mesmo que se iniciem em algum lugar do território sergipano, acabam na capital, como um rio que desemboca no mar.

Se você for um (a) leitor (a) daqui de Aracaju, poderá achar até que as histórias sejam reais. Por isso já fique prevenido que se trata de uma obra de ficção: apenas os locais são reais; as histórias e os personagens não. Mas a intenção maior é que você se prenda nessa teia invisível, do começo ao fim dessa leitura, e aguarde a gigantesca aranha ir se alimentar. Por isso venho entregar em suas mãos, leitor (a) anônimo (a) de qualquer lugar desse imenso país, ARACAJU, COMO EU CONTO. Estórias interessantes, mas ao mesmo tempo reflexivo-ácidas e envolventes. Onde a vontade de largar o que se está fazendo e vir respirar os ares urbanos da capital sergipana, na primeira oportunidade, será uma constante.

Murilo Gomez

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