No Fear

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Autor(a)

Max
@max423

Classificação

Adulto +18

Publicado em

01/03/20

Status

Finalizado

RESUMO

— ATENÇÃO —

Este é um conto dramático

Esta obra tem um tom pesado e negativista. Sua leitura pode ser densa e desgastante para algumas pessoas, eu gostaria de dizer que está negatividade e o drama do texto funcionam para ele, e não para a vida real. Por favor, caso você não se sinta a vontade lendo algo que sim, é desgracento, não leia. Um abraço e grandes sóis para vocês.

 

— Nota Rápida —
Acho melhor explicar:
Caro leitor, as partes do texto em itálico referem-se a pensamentos ou partes poéticas. Tudo que estiver escrito assim, faz parte disso.
Tudo bem?

 

O CONTO

 

— No Fear


Garota, você sabe de tudo o que há pra saber. Disse Lúcia a si mesma. Garota, você já ligou todos os pontos, como Steve disse para fazer. Você ligou todos eles, e o ligamento de todos eles apontam para isto, apontam para sua resposta. Garota, você precisa mesmo olhar para os lados tantas vezes? Você fica aí parada... Atravesse a pista de uma vez. Garota, o que você esta procurando? Ainda insiste em caçar um refúgio? Ainda quer voltar, garota? Mas esta é uma selva... você não vai achar rastro algum para uma civilização escondida. Você não vai achar aqueles que podem te salvar. Garota, esqueça seu juízo, tudo que você tinha já foi para o espaço.
E tudo que era o seu passado, teria mesmo ido pelos ares? Estariam estás coisas navegando pelo espaço, no breu?
Estaria sua vida lá? No espaço.
O choro era inimigo de Lúcia. Ali, de pé na sacada do apartamento, seus olhos úmidos batalhavam contra as lágrimas. Ela tinha o vento fresco no rosto, e o som do dia na rua. Estava apoiada no parapeito, os braços tremendo.
A desolação... uma carta na mesa que amargura todas as outras jogadas antes. O mundo é um jogador cruel, impiedoso com as almas alheias a sua maneira bruta de operar. Lúcia havia sido uma destas almas há muito, mas com o correr dos ventos, aprendera a maneira ferrosa de se portar. É preciso ter um pouco de ferro dentro de si, pelo contrário, você é apagado; caso seja fogo demais — ou derretido; caso seja gelo demais. É preciso ter um pouco de ferro, e Lúcia o tinha.
Mas isso não a impedia de sentir a adaga em seu seio, atormentando cada batimento do coração. Os ventos tinham corrido... e o destino deles trouxera infelicidade aquela flor, a arrancando do solo, e carregando para um jardim de espinhos. Eles dilaceravam sua carne, e também tocavam sua alma... ela não estava quebrada ainda, mas faltava pouco. Lúcia estava pensando em pessoas agora. Sua mente foi encontrando rosto após rosto, nenhum deles apresentou o consolo que ela ansiava. Ele existiria? Aparentemente não. Pensava agora em coisas então... como a maneira como se sentia no Jardim Botânico, seu lugar preferido no mundo. Ela se sentia leve e solta, alegre como uma árvore regada pelo sol. Mas agora... isso parecia uma pequena parte que não fazia diferença, o panorama era obscuro, e como uma nuvem negra envolvia essa parte ensolarada de sua mente, até engolir por completo.
Lembrou da alegria que sentia nas sextas a noite com as amigas. Eram brilhantemente felizes juntas. O coração apertou, mas a escuridão também se serviu disso. Era implacável, não havia ouro para seu navio. Ele estava destinado a afundar, Lúcia sabia disso. E que palavras eu tenho agora? Pensou. A alma estava para quebrar... Que luz pode haver para mim... oh, céus, acabou? O choque enterrou garras negras nela, e Lúcia sentiu as lágrimas prontas para escorrer pelo rosto. Mas as negou... lutou contra elas mais uma vez.
Mas se tudo estava perdido, porque se dar ao trabalho de manter a sobriedade? Afinal, as cortinas não estavam se fechando da pior maneira possível? Não estava tudo sendo engolido pelo fogo negro que assolava seu espírito? Então, porque lutar? A alma quebrou.
Não tema a escuridão garota, você está destinada a ela.
Assim, as lágrimas rolaram, bem como o desespero contido... Lúcia olhou para o céu. Eu estava destinada a isso, a minha vida inteira venho cavando minha cova centímetro por centímetro. Esta bola de neve cresceu muito... me enterrou em seu âmago. Mas há uma solução. Eu não quero deixar tudo piorar, não! Está será minha rebeldia, minha revolução contra minha própria desgraça. Eu sabotarei o procedimento, não deixarei que me enterrem na lama... não, eu mesma me enterrarei, e será com o sabor dos ventos.
Lúcia sentou-se sobre o parapeito. A tremedeira aumentou, e as lágrimas jorraram desesperadamente. Que merda, Lúcia... Disse ela para si mesma. E agora garota? Vamos mesmo atravessar a pista?
E, a porta do apartamento abriu-se. Ao ver sua esposa naquela situação, o marido entrou no mesmo jogo de terror.
— LÚCIA – Ele gritou.
Ela deu um olhar sobre o ombro, lhe mirando um olhar choroso.
Me perdoe...
Ele correu para ela, mas seu ímpeto não lhe garantira nada.
Lúcia olhou para baixo, era uma boa descida. Garota, estamos indo.
E Lúcia saltou, desaparecendo ao olhar de seu homem.
Enquanto caia, ela sorria... Agora aproveitava seu destino. Ela não temia mais a escuridão, ela tinha embarcado nela agora, e isso era divertido.
Apenas era uma pena que tivesse descoberto seu coração tarde demais.

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